Todo ser humano é fraco e forte em suas limitações.
Tem o poder de crescer ou retrair-se diante das dificuldades.
Dentro de cada um há exatamente as respostas certas, pras perguntas incertas.
Temos o termômetro perfeito pra moderação ou exacerbação.
Não adianta ficar parado, esperando oportunidades que dependem unicamente de você.
O tempo vai passar (sempre passa) e provavelmente a frustração vai continuar a te perseguir.
Se há tempo pra mudar: Mude!
Se há barreiras pra ultrapassar: Tente!
Se há um outro caminho: Ouse!
Não tenha medo de coisas simples. Ter medo só atrapalha.
No fim...se nada der certo...
Ao menos teremos ótimas histórias pra contar e muitos motivos pra boas risadas.
São apenas palavras...
As palavras de alguém que arriscou...
E se arrisca a cada dia!!
Ouse sonhar!!
Beijocas!!
sábado, 8 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
MINHA PARTE
Saber querer é essencial
Que seja minha a melhor parte
O olhar sincero, o sorriso franco
Que fale da canção, coração, emoção...
Dirão: A melhor parte?
Sim, a melhor delas!
As coisas boas do sentir...
Que não se tocam, não se vendem, não se rendem...
E as ruins?
Ah, essas podem ficar para quem as queiram
E por mais incrível que possa parecer...
Existem pessoas que as querem!
*Apenas um reflexo!! Tempo de novidade de vida...Arrisque-se!! Feliz 2011,2012,..13,...21,...30,...59...!!
Que seja minha a melhor parte
O olhar sincero, o sorriso franco
Que fale da canção, coração, emoção...
Dirão: A melhor parte?
Sim, a melhor delas!
As coisas boas do sentir...
Que não se tocam, não se vendem, não se rendem...
E as ruins?
Ah, essas podem ficar para quem as queiram
E por mais incrível que possa parecer...
Existem pessoas que as querem!
*Apenas um reflexo!! Tempo de novidade de vida...Arrisque-se!! Feliz 2011,2012,..13,...21,...30,...59...!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
DESesperança
Gostaria sinceramente de começar o presente texto escrevendo coisas lindas, falando do natal, da esperança renovada...mas não consigo! Peço perdão pela falta de tato!
Desculpem a pessoa fria e calculista que posta seus devaneios neste singelo blog.
Não consigo me adequar, me encaixar nessa festa comercial.
Ahhhh... Alguns dizem que celebram a paz, o amor, a vida. Outros celebram o nascimento do menino Jesus. Outros aproveitam pra ficar em casa e "encher a cara".
Em minha humilde opinião o natal comemora, sim, um nascimento...o do "consumismo exacerbado". Parabéns aos lojistas, donos de fábrica e todos os gananciosos que se aproveitam do "sistema".
Adoro as frases feitas do tipo: "é só uma lembrancinha", "Juntei dinheiro o ano todo pra comprar tal presente"...
Que lindo! Que comovente! Meu olho direito lacrimejou...ou seria o esquerdo...?
Pra mim... a maior lembrança é a de todos os dias... a mais simples como o "bom dia". Beijos, abraços, mensagens, carinhos... isso é lembrança. Do verbo "lembrar"... Lembrar de alguém, de algo...
Presente...é presença! E nem sempre precisa ser física...nem sempre é.
O ano possui mais, bem mais do que um dia...uma "noite feliz".
Após a noite natalina:
Quem é triste, continuará triste.
Quem é pobre, continuará pobre.
Quem tem fome, voltará a tê-la.
Momentos fazem a vida especial, com toda certeza.
Momentos de espontaneidade, de riso livre, de companhia por prazer... e não uma obrigação de "natal em família".
E os tais "regalos"...
A pessoa acaba por estourar o limite do cartão de crédito, gasta o suado 13º salário...pra comprar um presente (vários na realidade) só pra que a outra acredite que é especial.
Tenha dó!
Pena é algo do mal...mas é inevitável em algumas situações.
Tenho pena de de pessoas consumistas excessivamente (basicamente todos temos que ser por sobrevivência). Gente que pensa em cheque e enxerga em cifrões.
O mundo muda nessa época, as ruas ficam intransitáveis, as lojas abarrotadas de gente, tumulto, confusão, gritaria. Não sou muito fã de aglomerados humanos. Evito tais lugares. Não gosto de me sentir "parte do gado" que anda no sentido das "porteiras".
Me encanta fugir de tudo isso. Me sinto um peixe...nadando contra a maré. Enquanto todos buscam o calor do$ Humano$, caminho solitária na direção contrária, por vezes quase "pisoteada"...mas feliz!
Eu, plena, sem capas...sem rótulos...
Quase a me unir a quem nem sabe que dia é hoje, quanto mais o de amanhã...
Seguindo a DESesperança.
Não sou triste ou revoltada com nada...apenas acredito que amor é pra ser praticado todos os dias.
Não cabe em orçamentos financeiros.
Amar...é verbo importantíssimo, primordial...e deve ser praticado todos os dias...antes e depois do "25 de Dezembro"
Para quem leu tudo isso acreditando quem em algum momento o foco mudaria.
Só para que não se desaponte:
FELIZ NATAL!!!!
Aos demais (e também aos outros): POSITIVIDADES SEMPRE!!
Beijinhos fraternais!!
Desculpem a pessoa fria e calculista que posta seus devaneios neste singelo blog.
Não consigo me adequar, me encaixar nessa festa comercial.
Ahhhh... Alguns dizem que celebram a paz, o amor, a vida. Outros celebram o nascimento do menino Jesus. Outros aproveitam pra ficar em casa e "encher a cara".
Em minha humilde opinião o natal comemora, sim, um nascimento...o do "consumismo exacerbado". Parabéns aos lojistas, donos de fábrica e todos os gananciosos que se aproveitam do "sistema".
Adoro as frases feitas do tipo: "é só uma lembrancinha", "Juntei dinheiro o ano todo pra comprar tal presente"...
Que lindo! Que comovente! Meu olho direito lacrimejou...ou seria o esquerdo...?
Pra mim... a maior lembrança é a de todos os dias... a mais simples como o "bom dia". Beijos, abraços, mensagens, carinhos... isso é lembrança. Do verbo "lembrar"... Lembrar de alguém, de algo...
Presente...é presença! E nem sempre precisa ser física...nem sempre é.
O ano possui mais, bem mais do que um dia...uma "noite feliz".
Após a noite natalina:
Quem é triste, continuará triste.
Quem é pobre, continuará pobre.
Quem tem fome, voltará a tê-la.
Momentos fazem a vida especial, com toda certeza.
Momentos de espontaneidade, de riso livre, de companhia por prazer... e não uma obrigação de "natal em família".
E os tais "regalos"...
A pessoa acaba por estourar o limite do cartão de crédito, gasta o suado 13º salário...pra comprar um presente (vários na realidade) só pra que a outra acredite que é especial.
Tenha dó!
Pena é algo do mal...mas é inevitável em algumas situações.
Tenho pena de de pessoas consumistas excessivamente (basicamente todos temos que ser por sobrevivência). Gente que pensa em cheque e enxerga em cifrões.
O mundo muda nessa época, as ruas ficam intransitáveis, as lojas abarrotadas de gente, tumulto, confusão, gritaria. Não sou muito fã de aglomerados humanos. Evito tais lugares. Não gosto de me sentir "parte do gado" que anda no sentido das "porteiras".
Me encanta fugir de tudo isso. Me sinto um peixe...nadando contra a maré. Enquanto todos buscam o calor do$ Humano$, caminho solitária na direção contrária, por vezes quase "pisoteada"...mas feliz!
Eu, plena, sem capas...sem rótulos...
Quase a me unir a quem nem sabe que dia é hoje, quanto mais o de amanhã...
Seguindo a DESesperança.
Não sou triste ou revoltada com nada...apenas acredito que amor é pra ser praticado todos os dias.
Não cabe em orçamentos financeiros.
Amar...é verbo importantíssimo, primordial...e deve ser praticado todos os dias...antes e depois do "25 de Dezembro"
Para quem leu tudo isso acreditando quem em algum momento o foco mudaria.
Só para que não se desaponte:
FELIZ NATAL!!!!
Aos demais (e também aos outros): POSITIVIDADES SEMPRE!!
Beijinhos fraternais!!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Sobre anéis, sentimentos e outras coisas
O que segue abaixo é parte de uma das inúmeras e "impagáveis" conversas entre duas amigas: Juliana Ramos e Mansuária de Araujo.
O diálogo foi real (como poucos por aqui) e as ideias também.
Talvez você possa ter lido, conhecido ou ouvido falar de algo parecido, mas esta é a "nossa" versão. Talvez relativa, mas no momento da conversa... foi a nossa.
Sei que não é mais nada disso, mas sentimentos são assim... não é dar um "tchau" e guardar o amor no bolso. Ainda mais depois de anos de convivência.
Mesmo que não dê mais certo, ou hoje seja assim...um dia foi real. E tudo que restou vai ficar. Implícito, mas verdadeiro. Guardado num compartimento secreto, no fundo do coração. Mesmo que a vida siga, e tem que seguir, o sentimento não acaba...apenas muda...ou não!
Acho que melhor exemplo não caberia:
Pense em um anel... Lindo, valioso, precioso...mas largo no seu dedo!!
Você guarda a sua jóia com muito carinho, cuidado, zelo. Por medo de que caia do seu dedo. Por receio de perdê-la.
Até que um dia...não dá pra evitar...indo ao mercado fazer as compras do mês e em meio à correria...troco...troca...pagamentos...chaves... Percebe que o anel se perdeu... E agora?
Por onde procurar? Há algo a fazer? Ele não dava no meu dedo, mas era meu!!
Nada mais há a fazer...
Comprar outro?
Não seria a mesma coisa!
Meses depois durante uma festa...pessoas, movimentação, música alta...
Algo te chama atenção...o brilho, o modelo...
Meu anel (seu anel)!!!!!
Bem... Não mais meu. "Achado não é roubado".
Você olha, pensa, examina... Nossa!! Ficou tão melhor com aquela menina. Combinou com ela, coube perfeitamente em seu dedo... Realmente parece ter sido feito pra ela.
Sem poder fazer nada para reaver o bem perdido. Só resta olhar pela última vez, despedir-se... mas com a seguinte certeza: O anel ficou lindo no dedo dela, perfeito... mas sei que ele é meu!
Tem nova dona, nova história... mas no fundo...sabemos a quem pertenceu.
E não é exatamente assim com o que se sente?
Com quem se ama?
Hoje pode não estar aqui, mas eu sei...sempre terei a certeza de que "certo ou errado"...mesmo em outras mãos...foi meu (e acho que sempre será)!!
O diálogo foi real (como poucos por aqui) e as ideias também.
Talvez você possa ter lido, conhecido ou ouvido falar de algo parecido, mas esta é a "nossa" versão. Talvez relativa, mas no momento da conversa... foi a nossa.
Sei que não é mais nada disso, mas sentimentos são assim... não é dar um "tchau" e guardar o amor no bolso. Ainda mais depois de anos de convivência.
Mesmo que não dê mais certo, ou hoje seja assim...um dia foi real. E tudo que restou vai ficar. Implícito, mas verdadeiro. Guardado num compartimento secreto, no fundo do coração. Mesmo que a vida siga, e tem que seguir, o sentimento não acaba...apenas muda...ou não!
Acho que melhor exemplo não caberia:
Pense em um anel... Lindo, valioso, precioso...mas largo no seu dedo!!
Você guarda a sua jóia com muito carinho, cuidado, zelo. Por medo de que caia do seu dedo. Por receio de perdê-la.
Até que um dia...não dá pra evitar...indo ao mercado fazer as compras do mês e em meio à correria...troco...troca...pagamentos...chaves... Percebe que o anel se perdeu... E agora?
Por onde procurar? Há algo a fazer? Ele não dava no meu dedo, mas era meu!!
Nada mais há a fazer...
Comprar outro?
Não seria a mesma coisa!
Meses depois durante uma festa...pessoas, movimentação, música alta...
Algo te chama atenção...o brilho, o modelo...
Meu anel (seu anel)!!!!!
Bem... Não mais meu. "Achado não é roubado".
Você olha, pensa, examina... Nossa!! Ficou tão melhor com aquela menina. Combinou com ela, coube perfeitamente em seu dedo... Realmente parece ter sido feito pra ela.
Sem poder fazer nada para reaver o bem perdido. Só resta olhar pela última vez, despedir-se... mas com a seguinte certeza: O anel ficou lindo no dedo dela, perfeito... mas sei que ele é meu!
Tem nova dona, nova história... mas no fundo...sabemos a quem pertenceu.
E não é exatamente assim com o que se sente?
Com quem se ama?
Hoje pode não estar aqui, mas eu sei...sempre terei a certeza de que "certo ou errado"...mesmo em outras mãos...foi meu (e acho que sempre será)!!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sem nome
Se calei...não foi por falta de palavras, de sentimentos, de emoções...
Acredite...
Foi por excesso deles.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Plutão
*Em especial para minha amadadmiradamiga Paola Bastos (POP)
Ela é do tipo que deixa portas abertas.
Ri do mundo, com ele e por ele.
Não se irrita, não desiste, não discute.
Anda quilômetros a pé, só pra ver as mesmas coisas que reinventa todos os dias.
Gosta de sentir o vento, de matar o tempo.
Ela dança, canta, sonha e ama.
Não liga pra julgamentos, não se prende a fundamentos.
Não se considera anormal, o normal é ser feliz.
Te vendo sempre a sorrir, só tenho uma explicação:
Se homens são de Marte, mulheres de Vênus...
Pessoas felizes...são de Plutão... (Ela é!)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Querer
Quero sorrir
Enquanto todos choram
Quero acordar
Enquanto todos dormem
Quero amar
Enquanto o ódio reina
Quero gritar
Enquanto a lei é silenciar
Quero apenas ser eu
Enquanto a maioria deseja ser
O vizinho que acredita ter a grama mais verde
Enquanto todos choram
Quero acordar
Enquanto todos dormem
Quero amar
Enquanto o ódio reina
Quero gritar
Enquanto a lei é silenciar
Quero apenas ser eu
Enquanto a maioria deseja ser
O vizinho que acredita ter a grama mais verde
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A distância
*Um dos "achados" da "pasta-memória vermelha".
Eu tentei buscar na distância
uma desculpa
Olhar à minha volta
e encontrar sentido
Revisar as minhas coisas
e te esquecer
Tentei...
Pratiquei de tudo, arrisquei palavras
e em outras palavras
gritei teu nome
Pensei...
E num todo decifrei um nada
Encontrei um louco
perdido no pouco que você pode me dar
Amei...
Odiei a inconsequência
Eu fui perdão e revolta
Na volta, depois de tudo que passei
Me perdi...
Me encontrei!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Fragmentos: Minha pasta-memória vermelha.
Não era bem isso que eu ia escrever hoje. Na realidade, não era nada disso.
Havia pensado em postar alguns textos que escrevi durante o ensino fundamental, coisas de algum tempo (e bota tempo nisso!). Comecei a busca por meus antigos escritos. Lembrei que no escritório do meu pai havia uma pasta que achava ser minha, alvo de reclamações, diga-se de passagem. Corri para lá. Na mosca! Encontrei a 'tal pasta", era vermelha dessas antigas que são quase obsoletas, feia na verdade, amassada e com uma etiquetazinha: "Recortes, exercícios e etc..."
Não tardei em abri-la. Tive uma crise de Tosse-espirros típica de pessoas alérgicas a tudo (até a si mesmas). Iniciei a exploração, leitura, reflexão. Encontrei tanta coisa de que nem me lembrava: fotos do Di Caprio, exercícios de matemática, geografia, espanhol, apostilas de "sei lá o quê", cartinhas de amigas (depois voltarei para essa parte das amigas), rascunhos de textos, letras de música, panfletos de recitais e concursos de poesia, um caderno da sétima série e principalmente muita poeira.
Tomei por foco o caderno. Era da sétima série, então eu tinha uns treze anos. Era bem organizado, colorido, marcado por uma caligrafia "redondinha" e "caprichosa". Folheando-o, encontrei bilhetes, notas, uma foto do "Bruno Gagliasso" com carinha de bebê (lembrei-me do quanto gostava dele) e por fim, me espantei ao ver na matéria de Português uma letra desenhada, quase pintada, uniforme e muito mais interessante do que a minha, a mesma letrinha que me mandava as cartinhas. Era da minha amiga (até os dias de hoje) Carla, não escrevi "Carlinha" porque na época ninguém a chamava assim, ela era simplesmente a "Jô ou Jojô".
A letra da Jô na minha matéria me impulsionou a rir e muito. Lembrei que costumávamos trocar de caderno quando a aula era chata ou quando não tínhamos o que fazer. Uma pegava o caderno da outra e começava a "papagaiar", escrever, desenhar e depois comparávamos. Na maioria das vezes ela ganhava, trazia de casa lindas canetas com gel (que por sinal eram da coleção da tia Carla, sua mãe).
Foi indescritível o que senti ao passar aquelas páginas, ao ler aqueles recortes e rascunhos. Uma sensação boa, de nostalgia, saudosismo e felicidade. Uma doçura por achar parte uma parte de mim que nem sonhava ainda existir. Foi excelente, recordar é sempre bom! Maravilhoso foi também perceber como amizades verdadeiras e despretensiosas podem durar, Jô, Tinho, Théo (Renan), Anderson (Melancia), Ester, entre outros, são exemplo disso (mais de 10 anos aturando minhas fases e frases. A Jô então... e a Nanda "por tabela").
Toda essa história de "achados" colocou a pasta vermelha e feia como parte de mim, parte da minha memória externa...e a vontade latente que martela meus pensamentos é a de voltar a reviver e recordar fragmentos meus. Coisas e casos que perdi em algum lugar. Espero sinceramente encontrar em outras prateleiras empoeiradas: pastas azuis, verdes, amarelas, brancas... Quero colorir a memória, para continuar colorindo a vida.
Havia pensado em postar alguns textos que escrevi durante o ensino fundamental, coisas de algum tempo (e bota tempo nisso!). Comecei a busca por meus antigos escritos. Lembrei que no escritório do meu pai havia uma pasta que achava ser minha, alvo de reclamações, diga-se de passagem. Corri para lá. Na mosca! Encontrei a 'tal pasta", era vermelha dessas antigas que são quase obsoletas, feia na verdade, amassada e com uma etiquetazinha: "Recortes, exercícios e etc..."
Não tardei em abri-la. Tive uma crise de Tosse-espirros típica de pessoas alérgicas a tudo (até a si mesmas). Iniciei a exploração, leitura, reflexão. Encontrei tanta coisa de que nem me lembrava: fotos do Di Caprio, exercícios de matemática, geografia, espanhol, apostilas de "sei lá o quê", cartinhas de amigas (depois voltarei para essa parte das amigas), rascunhos de textos, letras de música, panfletos de recitais e concursos de poesia, um caderno da sétima série e principalmente muita poeira.
Tomei por foco o caderno. Era da sétima série, então eu tinha uns treze anos. Era bem organizado, colorido, marcado por uma caligrafia "redondinha" e "caprichosa". Folheando-o, encontrei bilhetes, notas, uma foto do "Bruno Gagliasso" com carinha de bebê (lembrei-me do quanto gostava dele) e por fim, me espantei ao ver na matéria de Português uma letra desenhada, quase pintada, uniforme e muito mais interessante do que a minha, a mesma letrinha que me mandava as cartinhas. Era da minha amiga (até os dias de hoje) Carla, não escrevi "Carlinha" porque na época ninguém a chamava assim, ela era simplesmente a "Jô ou Jojô".
A letra da Jô na minha matéria me impulsionou a rir e muito. Lembrei que costumávamos trocar de caderno quando a aula era chata ou quando não tínhamos o que fazer. Uma pegava o caderno da outra e começava a "papagaiar", escrever, desenhar e depois comparávamos. Na maioria das vezes ela ganhava, trazia de casa lindas canetas com gel (que por sinal eram da coleção da tia Carla, sua mãe).
Foi indescritível o que senti ao passar aquelas páginas, ao ler aqueles recortes e rascunhos. Uma sensação boa, de nostalgia, saudosismo e felicidade. Uma doçura por achar parte uma parte de mim que nem sonhava ainda existir. Foi excelente, recordar é sempre bom! Maravilhoso foi também perceber como amizades verdadeiras e despretensiosas podem durar, Jô, Tinho, Théo (Renan), Anderson (Melancia), Ester, entre outros, são exemplo disso (mais de 10 anos aturando minhas fases e frases. A Jô então... e a Nanda "por tabela").
Toda essa história de "achados" colocou a pasta vermelha e feia como parte de mim, parte da minha memória externa...e a vontade latente que martela meus pensamentos é a de voltar a reviver e recordar fragmentos meus. Coisas e casos que perdi em algum lugar. Espero sinceramente encontrar em outras prateleiras empoeiradas: pastas azuis, verdes, amarelas, brancas... Quero colorir a memória, para continuar colorindo a vida.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Sem Reservas
Já que quer ir
Vá de uma vez!
Não olhe pra trás
Não faça barulho
Não bata a porta
Que é para não acordar
O que jaz adormecido
Vá de uma vez!
Não olhe pra trás
Não faça barulho
Não bata a porta
Que é para não acordar
O que jaz adormecido
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